Resumo indicativo da obra “Hípias Menor” de Platão

Referência Bibliográfica: Platão. Hípias Menor (ou Do Falso). In: PLATÃO. Diálogos II. Tradução de Edson Bini. São Paulo: Edipro, 2016. p. (281-302).

A obra se inicia com Eudico perguntando a Sócrates se este deseja debater sobre a exibição dada por Hípias; Sócrates afirma que gostaria de fazer algumas perguntas com relação ao discurso dele acerca de Homero; quer saber a opinião dele sobre qual personagem ele considera melhor: Aquiles da Ilíada ou Odisseu da Odisseia.

Em resposta, Hípias diz que Aquiles era o mais corajoso dos que foram para Troia, Nestor o mais sábio e Odisseu o mais hábil, ou ainda, o mais engenhoso, astuto ou velhaco.

Sócrates diz que entende as afirmações acerca de Aquiles e Nestor. No entanto, com relação à atribuição dada a Odisseu, diz não ter compreendido, então faz uma pergunta a Hípias com o objetivo de entender o que este último tinha dito; ele pergunta se Homero não fez Aquiles hábil.

Hípias responde dizendo que não, muito pelo contrário, Homero teria feito Aquiles o mais simples e franco, cita a Ilíada para mostrar que Odisseu, além de hábil, também era falso. Sócrates, agora, compreende esta afirmação.

Mais adiante, Sócrates quer diferenciar o homem verdadeiro do homem falso. Hípias diz a Sócrates que o homem falso tem poder e é sábio. Sócrates afirma, a partir de uma argumentação, que o indivíduo que tem o conhecimento acerca de algo tem o poder de dizer a verdade como também falsidades, enquanto a pessoa que não possui o conhecimento algumas vezes dirá a verdade mesmo desejando proferir falsidades. Ele conclui, baseando-se na ideia de que Aquiles e Odisseu eram semelhantes entre si, que o verdadeiro e o falso são, na verdade, a mesma pessoa; com a ajuda de Hípias, verifica que esta conclusão vale tanto para o Cálculo, quanto para a Geometria e a Astronomia.

Agora, Sócrates pergunta se o homem verdadeiro e o falso são semelhantes ou são pessoas distintas em relação a toda e qualquer ciência, também questiona novamente acerca do caráter de Aquiles e Odisseu.

Hípias mantém sua posição acerca daqueles dois personagens, apesar das citações da Ilíada feitas por Sócrates, com as quais este queria mostrar que Aquiles era um mentiroso, mas recebe a resposta de que Aquiles mentia involuntariamente, já Odisseu mentia propositalmente; com esta diferenciação, quer mostrar que Aquiles e Odisseu eram diferentes entre si e que o homem verdadeiro e o homem falso não são o mesmo.

Na continuação do diálogo, Sócrates reconhece que sua opinião de que quem comete injustiças voluntariamente é melhor do que quem as comete involuntariamente foi um erro cometido graças a um estado mórbido que o afetava. Ele pede a Hípias que responda às suas questões acerca deste assunto. Proposta aceita, Sócrates quer saber quem é melhor: os que cometem erros voluntariamente ou os que cometem erros involuntariamente.

A partir de vários exemplos, como dos corredores, que eles concordam em que, quem corre lentamente de modo voluntário é melhor do que aquele que corre lentamente de modo involuntário, os dois concluem que quem comete erros voluntariamente é melhor do que quem comete erros involuntariamente. Eles baseiam esta conclusão também no exemplo dos lutadores, da elegância, dos cavalos e da própria alma do homem. Ambos concordam que esta conclusão não pode estar correta, e a obra termina sem uma conclusão na qual os dois concordassem.

Uma resposta para “Resumo indicativo da obra “Hípias Menor” de Platão”.

  1. Avatar de dunninglarkin
    dunninglarkin

    wow!! 11Resumo indicativo da obra “Eutidemo” de Platão

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