• Texto sobre os Dez Mandamentos de Deus

    6 de agosto de 2023
    Cristianismo

    Os Dez Mandamentos são um conjunto de regras que o ser humano deve seguir para fazer a vontade de Deus. Foram revelados por Deus a Moisés e estão registrados na Bíblia, no livro de Êxodo (capítulo 20) e em Deuteronômio (capítulo 5). Jesus resumiu esses mandamentos em duas principais ideias: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento… Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:37-39)

    1º Mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim.” Este mandamento diz que devemos servir somente a Deus e amá-lo acima de tudo. Isso significa que não podemos servir a outros deuses ou coisas, como a riqueza, por exemplo, mas que em tudo o que fazemos, Deus deve estar em primeiro lugar.

    2º Mandamento: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” Deus diz neste mandamento que não devemos construir esculturas de imagens de outros seres ou objetos e adorá-las no lugar de Deus, substituindo a adoração a Ele por elas.

    3º Mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” Não devemos usar o nome de Deus de forma irresponsável ou profana, pois Seu nome é sagrado.

    4º Mandamento: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.” Devemos guardar o sétimo dia da semana para o descanso e o culto a Deus, pois no sétimo dia Deus descansou de toda a obra de Sua criação.

    5º Mandamento: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” Honrar significa respeitar, reverenciar e exaltar nossos pais. No entanto, essa honra deve estar em conformidade com a vontade de Deus, não justificando qualquer ação contrária aos mandamentos Dele. Como diz o seguinte versículo da Bíblia: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.” (Efésios 6:1)

    6º Mandamento: “Não matarás.” A vida humana é sagrada, pois representa a imagem de Deus e foi criada por Ele. Devemos valorizar nossas próprias vidas e respeitar a vida dos outros. Esse mandamento aborda questões como aborto, eutanásia e suicídio, todos considerados pecados diante de Deus.

    7º Mandamento: “Não adulterarás.” Este mandamento proíbe a relação sexual fora do casamento, incluindo a pornografia. Também enfatiza a importância da pureza sexual em palavras e pensamentos.

    8º Mandamento: “Não furtarás.” Além de proibir o roubo, esse mandamento destaca a importância do direito à propriedade privada. A partir dele, também são considerados pecados pagar salários injustos, praticar corrupção, usar pesos e medidas falsos ou não pagar suas dívidas.

    9º Mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” Esse mandamento enfatiza a importância de dizer a verdade sobre fatos e pessoas, inclusive quando se trata de testemunhar em tribunais de justiça.

    10º Mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” Este mandamento aborda o pecado da inveja ou cobiça, ou seja, o desejo de possuir algo que não nos pertence. Por exemplo, é pecado cobiçar a esposa de outra pessoa ou suas posses e riquezas.

    Em resumo, os Dez Mandamentos nos ensinam a amar e servir a Deus acima de tudo, respeitar nossos pais e o próximo, e viver uma vida justa e íntegra, baseada na verdade e na pureza. Esses princípios éticos e morais são fundamentais para uma sociedade harmoniosa e para nossa relação com o Criador.

    Cristianismo, Dez Mandamentos
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  • Resumo indicativo da obra “Teeteto” de Platão

    4 de junho de 2023
    Filosofia Antiga

    Referência Bibliográfica: PLATÃO. Teeteto (ou Do conhecimento). In: PLATÃO. Diálogos I. Tradução de Edson Bini. São Paulo: Edipro, 2007. p.(55-170).

    Euclides e Terpsion se encontram e conversam sobre Teeteto, um homem nobre e bom, segundo Euclides. Euclides fala sobre um diálogo entre Teeteto e Sócrates, diálogo que teria registrado por escrito. Terpsion pede para ler o escrito. Euclides entrega o diálogo a Terpsion e diz que este ocorreu entre Sócrates, Teeteto e o geômetra, Teodoro. Daí em diante, eles passam a ler o diálogo entre os três.

    O início do diálogo se dá com Teodoro elogiando Teeteto, dizendo que este é rápido no aprendizado, gentil e corajoso. Sócrates e Teodoro pedem para Teeteto sentar-se ao lado de Sócrates. Ele aceita o pedido e, daí em diante, Sócrates e Teeteto começam a conversar entre si. De início, Sócrates diz que tem dificuldade para compreender o que é conhecimento. Ele pergunta a Teeteto o que é conhecimento e este responde que conhecimento são as coisas ensinadas por Teodoro, como a geometria, e as artes dos artesãos, como a sapataria. Sócrates elogia a resposta de Teeteto, mas depois diz que ela foi uma resposta equivocada, uma vez que foi perguntado o que era o conhecimento, e não uma enumeração dos ramos do conhecimento.

    Mais adiante, Sócrates fala sobre ele ser um parteiro de ideias, mas estas ideias não nascem nele mesmo, mas nas pessoas que dialogam com ele. Assim, ele contribui, através do diálogo, para que as pessoas que conversam com ele tenham novas ideias e as desenvolvam, a ponto de poder se concluir sobre esta nova ideia se se trata de uma verdade ou não.

    Prosseguindo no diálogo, Sócrates questiona novamente Teeteto sobre o que é o conhecimento, e este responde que o conhecimento não passa de percepção. Sócrates elogia a resposta de Teeteto e decide examiná-la. Ele diz que a resposta coincide com o que ensinava Protágoras, que dizia que “o ser humano é a medida de todas as coisas…”. Ele diz que não é vulgar a teoria de Protágoras, que diz que nada é uno e invariável, mas tudo está em constante movimento. Sócrates cita Heráclito e Empédocles, além de Homero na tragédia e Epicarmo na comédia, como defensores desta teoria. Mas, através de uma minuciosa argumentação, ele mostra algumas falhas desta teoria. Ainda sobre a teoria de Protágoras, Sócrates a explica, dizendo que, segundo ela, todas as coisas surgem da união mútua entre elemento ativo e elemento passivo, e que estas coisas só passam a existir no momento da união entre o primeiro e o segundo. Antes da união entre os dois elementos, ambos os elementos não existiam. Ele cita mais uma falha desta teoria, falha esta que se refere às doenças – como a loucura – e aos sonhos: se acreditarmos nesta teoria, teríamos de afirmar como verdadeiras as falsas percepções que experimentamos quando sonhamos, por exemplo.

    Mais à frente, Sócrates mostra a Teeteto que conhecimento e percepção não podem ser o mesmo: ele apresenta a ideia de que uma pessoa que adquiriu conhecimento acerca de algo que viu não terá o conhecimento desta coisa num momento posterior, mesmo lembrando-se desta coisa através da memória, uma vez que apenas se lembra dela, mas não a vê. Sobre esta refutação em relação à teoria de Protágoras, Sócrates diz a Teodoro que se Protágoras estivesse presente diria que Sócrates apresentou sua argumentação a um menino e usou da timidez do menino contra a teoria dele. Teodoro concorda com esta fala de Sócrates e eles decidem avaliar a teoria de Protágoras mais uma vez, agora com mais cuidado. Nesta nova refutação, Sócrates argumenta que como Protágoras afirma que o ser humano é a medida de todas as coisas, então ele próprio teria que aceitar como verdadeiras as opiniões das pessoas que discordam dele, isto é, ele mesmo teria de aceitar sua opinião como falsa.

    Na continuação do diálogo, Sócrates diz que a teoria de Protágoras afirma que as leis de um determinado Estado não podem ser mais vantajosas que as leis de outro Estado. Com relação às questões como o justo e o injusto, o sagrado e o seu oposto, esta teoria afirma que não há melhor nem pior, mas que toda opinião é verdadeira independentemente de seu conteúdo.

    Sócrates também faz um comentário acerca do comportamento das pessoas que ele chama de oradores e contrasta esse comentário com uma análise acerca do modo de ser dos filósofos, sendo que os últimos são elogiados e os primeiros são criticados por ele. Ele também fala que a Divindade é inteira e perfeitamente justa, e que há dois modelos de vida instalados na realidade: o divino e o não divino. Os indivíduos que seguem o modelo não divino têm como consequência viver uma vida que corresponde ao modelo seguido – neste caso, uma vida vivida na injustiça. Já o modelo divino é sumamente bem-aventurado e é recomendado por Sócrates como o modelo a ser seguido pelas pessoas.

    Mais adiante, com Sócrates ainda dialogando com Teodoro, o primeiro volta a falar sobre os defensores da teoria de que tudo é movimento, que não há nada fixo e imutável na natureza, dizendo que estes defendem, no caso da justiça, que as leis de um Estado são justas pura e simplesmente por estarem em vigor em determinado Estado. Já a respeito do conceito de utilidade, eles não concordam com a ideia de que as leis são úteis ao Estado apenas por terem sido promulgadas por ele. Sócrates novamente apresenta uma falha desta teoria, dizendo que, com relação ao futuro, é inevitável que um especialista em um determinado assunto seja mais sábio e, portanto, tenha uma opinião que é uma medida para o assunto em questão, enquanto um leigo sobre este assunto não constitui uma opinião que possa ser uma medida para tal assunto. Disso resulta que nem toda opinião a respeito do futuro é verdadeira. Sócrates também fala que talvez fosse impossível demonstrar como falsas as opiniões sobre os estados emocionais de uma pessoa. Diante disso, Sócrates e Teodoro buscam criticar a teoria de Protágoras a partir de seu princípio.

    Ainda sobre esta teoria, Teodoro se lembra de seus defensores e da dificuldade de discutir o tema com eles. Teodoro, então, sugere que eles resolvam a questão como se fosse um problema de matemática. Sócrates considera esta proposta razoável e, daí em diante, passam a analisar a teoria de Protágoras mais uma vez. Sócrates diz, no início desta análise, que os antigos diziam por meio de suas poesias que “a origem de todas as coisas é Oceano e Tétis, correntes d’água, e que nada está em repouso.” Mas, após isso, ele se lembra dos pensadores que diziam o contrário disto, isto é, que o todo é imóvel. Essa última teoria era defendida por Melisso, Parmênides e outros. Sócrates continua agora avaliando a teoria de Protágoras. Ele começa dizendo que existem duas formas de movimento: uma forma relativa ao deslocamento de um ponto no espaço para outro ponto e uma segunda forma de movimento, relativa à alteração das propriedades de um determinado objeto. Sócrates diz que se todos os objetos não se movessem de ambas as formas, então teríamos de aceitar como mais correta a teoria de Melisso e Parmênides. Ele também conclui, através de uma argumentação, que o conhecimento não é percepção, porque é possível apreender o ser apenas através do raciocínio, não pelas sensações.

    Depois dessa conclusão, Sócrates pede a Teeteto, novamente, definir o que é o conhecimento. Desta vez, Teeteto responde que a opinião verdadeira é conhecimento. Dialogando com Teeteto e buscando analisar esta questão, Sócrates conclui que é possível ter uma falsa opinião sobre algo, quando, por exemplo, alguém conhece e percebe algo, mas falha ao tentar encaixar as impressões corretas deste objeto percebido nele. Deste modo, o objeto conhecido não é reconhecido de maneira correta, pois a impressão do objeto torna-se diferente do objeto percebido em questão. Ele também fala da alma dos homens como um molde de cera: aqueles homens cuja cera na alma é feita de material adequado, aprendem e memorizam com facilidade e, além disso, são capazes de ter opiniões verdadeiras sobre as coisas. Porém, aquelas pessoas cuja cera na alma é macia ou dura têm dificuldades em possuir opiniões verdadeiras sobre as coisas, pois veem, ouvem e pensam erradamente. Sócrates também afirma a possibilidade de uma pessoa ter uma falsa opinião quando está apenas com pensamentos em abstrato: ele e Teeteto concordam que é possível que uma pessoa pense que a soma de cinco e sete seja igual a onze e não doze.

    Ainda analisando a questão do conhecimento, Sócrates propõe a ideia de que “ter” é diferente de “possuir”: no exemplo que ele dá, uma pessoa que comprou um manto e este está a sua disposição, mas esta pessoa não está usando o manto. Sócrates diz que podemos dizer que ele possui o manto, mas não o tem. Também propõe uma comparação de que a alma é constituída de um aviário com todo tipo de aves, dizendo que cada ave constitui um tipo de conhecimento. A partir disto, Sócrates afirma que o conhecimento é a ave que foi adquirida e está presa no aviário de uma pessoa. Ele usa este exemplo do aviário para mostrar que, um matemático, por exemplo, pode estar a procurar do número doze, mas, no seu interior, incorrer em erro e capturar o número onze. Assim, ele mostra que é possível haver a opinião falsa, tanto quanto a opinião verdadeira, e que, de fato, não é possível não conhecer o que já se conhece. Sobre esta última conclusão, Sócrates diz que há algo desastroso que coloca em xeque esta ideia: supor que o intercâmbio dos tipos de conhecimento resulte sempre em falsa opinião. Supondo isto, Sócrates conclui que uma pessoa que conheça algo seja ignorante justamente desse algo, através de seu conhecimento. Em segundo lugar, essa pessoa julga que esse algo é uma outra coisa e que essa outra coisa é esse algo. O que, diz ele, são duas conclusões irracionais.

    Sem conseguir definir o que é a falsa opinião, Sócrates questiona Teeteto mais uma vez sobre o que é o conhecimento. Então, Teeteto responde que conhecimento é a opinião verdadeira. Sócrates fala sobre a arte dos oradores e advogados, que conseguem persuadir pessoas a terem opiniões determinadas. A partir disso, Sócrates diz que a opinião verdadeira e o conhecimento não são a mesma coisa, pois ele diz que se fossem a mesma coisa, nem o melhor dos juízes seria capaz de alcançar uma opinião verdadeira sem possuir o conhecimento. Posto isso, Teeteto então relembra de alguém que dizia que o conhecimento é a opinião verdadeira associada ao discurso racional. Sócrates decide examinar esta afirmação. Ele diz que as associações dos elementos primordiais aos seus nomes é conhecimento, ao passo que deter a verdade sobre os elementos sem possuir o discurso racional que os expressa não é ter conhecimento. Sócrates também diz que há um ponto insatisfatório nesta ideia, que ele diz ser o ponto mais sutil de todos: a afirmação de que os elementos são incognoscíveis, enquanto a classe de associações é cognoscível. Sócrates usa o exemplo das letras e das sílabas para mostrar que uma associação de partes é diferente da soma destas partes, e isto serve para letras e sílabas e para todas as outras coisas. Ele, a partir disto, conclui que a sílaba é uma forma indivisível, e conclui que os elementos primordiais são muito mais claramente conhecidos do que as formas compostas.

    Mais adiante, Sócrates procura entender o que é discurso racional, ou explicação racional. Ele afirma que a explicação racional é o conjunto de características que diferem um objeto dos demais. A partir disto, ele volta a falar sobre a questão da opinião correta e a adição da explicação racional a esta, que seria justamente a ideia do que é conhecimento que eles discutiam. Sócrates conclui, sobre a definição de conhecimento, que nem percepção, nem a opinião verdadeira, tampouco a opinião verdadeira associada à explicação racional são conhecimento. Teeteto concorda com ele no final da obra. A obra termina sem uma definição do que é o conhecimento.

    Filosofia Antiga, Platão, Teeteto
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  • Resumo do Livro X da obra “A República” de Platão

    29 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    No início do referido livro, Sócrates e Glauco discutem acerca da criação dos objetos. Tomando por exemplo uma cama, Sócrates diz que o criador da cama de verdade – da essência da cama – é um deus. Já o artesão monta cópias da ideia de cama, enquanto o pintor imita as camas criadas pelos artesãos; neste caso o pintor imita a cópia da cama. Sua imitação é a cópia da cópia da cama verdadeira.

    Eles também falam sobre Homero, Hesíodo e os poetas trágicos, dizendo que estes não passam de imitadores de objetos sem conhecerem as verdadeiras qualidades e defeitos de cada objeto imitado; os poetas, segundo Sócrates, encontram-se na mesma posição que o pintor de camas ou de qualquer outro objeto: criam a cópia das cópias criadas pelos artesãos, ferreiros etc.

    Sócrates diz que não deveriam ser aceitos os poetas num Estado bem administrado, porque as imitações que eles criam alimentam a parte irracional da alma dos indivíduos e imitam o que há de emotivo e inconstante no homem. Ele também diz que as poesias homéricas imitam dores que são vergonhosas, mas que, no momento da imitação, fazem com que seus ouvintes sintam prazer, de modo que estas poesias tornam até os homens de bem, com raríssimas exceções, piores do que são.

    Sócrates também fala sobre a imortalidade da alma, provando-a através de uma demonstração: se o mal da alma, como a injustiça ou a intemperança, por exemplo, não conseguem corromper ou matar a própria alma de quem é injusto ou intemperante, e o mal de uma coisa não pode corromper uma coisa diferente dela mesma, como, por exemplo, o corpo se corrompe pelo mal dele mesmo, mas o mal do corpo não pode corromper a alma, então pode-se concluir que não há nada que possa matar e fazer perecer a alma, logo ela é imortal.

    Ele fala também sobre as características da alma, esta que deve ser vista pelo seu amor pela sabedoria, sua busca pelo que é divino, imortal e eterno, para ser entendida como perfeita.

    Em seguida, Sócrates diz que a justiça é o bem mais precioso para a alma, e que os homens justos recebem boas recompensas dos deuses e dos homens, enquanto os injustos acabam sendo alvos de zombaria e humilhação.

    Mais adiante, ele fala do que Her, filho de Armênio, originário da Panfília, viu enquanto esteve no Hades. O relato de Her diz, entre outros detalhes, que cada alma era castigada ou recompensada dez vezes mais de acordo com suas más ou boas ações em vida, respectivamente. Her também disse que as ações relacionadas com os deuses e com os pais, além das relacionadas com assassinatos à mão armada, eram compensados com medida ainda maior. Estando de acordo com o relato de Her, Sócrates continua falando, no final do Livro X, sobre vida após a morte e fala sobre reencarnação.

    A República, Filosofia Antiga, Platão
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  • Resumo do Livro IX da obra “A República” de Platão

    29 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    Sócrates inicia o Livro IX falando acerca dos desejos das pessoas “desnecessários” e “ilegítimos”. Ele diz que estes desejos podem ser reprimidos e, assim, serem minimizados ou até mesmo desaparecer por completo nas pessoas.

    Mais adiante, ele e Adimanto falam acerca do perfil do jovem tirânico. Este jovem teve um pai econômico, que não gastava dinheiro com desejos supérfluos. O jovem tirânico apreciava todo tipo de prazer de forma desregrada. Se este jovem se torna pai, o filho acaba levando uma vida desregrada com relação aos prazeres, como ele. Levado por más pessoas a valorizar desejos ociosos e dispendiosos, o filho acaba tornando-se beberrão, apaixonado e louco. Este é o caráter do homem tirânico para Sócrates. Sobre a vida do jovem tirânico, Sócrates diz que este jovem vive satisfazendo seus desejos, que são insaciáveis. Se preciso, ele comete furtos para se satisfazer; chega ao ponto se roubar seus próprios pais se preciso.

    Já conversando com Glauco, Sócrates diz que o melhor Estado é o monárquico e o pior é o tirânico. Ele também diz que o governo tirânico e o homem tirânico, quando no governo, são os mais infelizes. Sócrates estabelece também uma escala de felicidade dentre os tipos de homens por ele apresentado: o mais feliz sendo o homem monárquico, seguido pelo homem timocrático, o oligárquico, o homem democrático e, por fim, o homem tirânico, que é o mais infeliz.

    Ele também estabelece uma divisão entre os tipos de alma e os seus respectivos prazeres específicos. A primeira parte da alma é a parte que aprende. Os homens que são dominados por esta parte da alma são chamados por Sócrates de amantes da sabedoria. A segunda parte da alma é aquela pela qual o homem prova emoções. Estes são denominados por Sócrates de amantes do sucesso. A terceira parte da alma eles chamavam de “parte concupiscível”. Os homens dominados por esta parte da alma são chamados por ele de amantes do lucro. Sócrates diz que cada homem prefere o estilo de vida que satisfaz os desejos de seu tipo de alma.

    Ele também classifica qualitativamente cada um dos três gêneros de vida mencionados: em primeiro lugar o tipo de vida do filósofo (amantes da sabedoria); em segundo lugar os amantes do sucesso; e, por fim, os amantes do lucro.

    A partir de uma demonstração, Sócrates diz que o homem monárquico, ou aristocrático, é o mais feliz, porque este busca os prazeres mais verdadeiros e próprios ao homem, que são os prazeres indicados pelo intelecto. Já o homem mais infeliz é o homem tirânico, porque vive satisfazendo desejos distantes da filosofia e da razão.

    Ele e Glauco terminam o livro IX dizendo que o homem que exalta a justiça está na verdade, enquanto o homem que exalta a injustiça está no falso, e falam também sobre o comportamento do homem justo.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

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  • Resumo do Livro VIII da obra “A República” de Platão

    28 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    Dialogando com Glauco, Sócrates começa a discorrer sobre as formas de governo e as formas de indivíduos que se adaptam à essas formas de governo. Sobre a aristocracia, eles afirmam que a consideram boa e justa. Depois, Sócrates fala sobre como a aristocracia se torna uma timocracia, um governo intermediário entre a aristocracia e a oligarquia.

    Ele diz que existe um número geométrico que deve ser considerado sempre para a procriação dos guardiões. Uma vez desconsiderado este número pelos guardiões, haverá de nascer filhos guardiões que, quando chegarem no poder, haverão de desconsiderar a música e a ginástica na educação do Estado e, com isso, os jovens se tornarão mais incultos. Esses se tornarão desinteressados pelo governo e em discernir as pessoas das raças de ouro, prata, bronze e ferro. A mistura do ferro com a prata e do bronze com o ouro, decorrente desse desinteresse dos governantes, gerará a guerra e a discórdia. Isto, para Sócrates, causaria a transformação da aristocracia numa timocracia. Ainda sobre a timocracia, Sócrates afirma que nesta existe uma característica “peculiar e evidente”, que é “… o domínio da emotividade que provoca intriga e ambição”.

    Já dialogando com Adimanto, Sócrates fala sobre a gênese e o caráter do jovem timocrático. Ele diz que a única maneira deste tipo de jovem guardar suas virtudes já adquiridas seria através da aliança da razão com a música.

    Após esse discurso, Sócrates e Adimanto passam a discorrer acerca da oligarquia. Sócrates diz sobre a oligarquia, que esta é a “… organização do Estado fundada sobre a renda, aquela em que os ricos governam e os pobres são privados de todo poder.” Eles dois passam a discorrer sobre como a timocracia se torna uma oligarquia, falando também sobre o caráter do homem oligárquico. Sobre esta transformação da timocracia em oligarquia, Sócrates diz que “… se num Estado a riqueza e os ricos são estimados, a virtude e os honestos são desprezados.” Acerca do caráter do jovem oligárquico, ele diz que este tem muito apreço pelas riquezas e que não se interessa pela cultura.

    Mais à frente, Sócrates e Adimanto passam a falar sobre a democracia. Sobre a transformação da oligarquia em democracia, eles falam sobre o fato de que os governantes, na oligarquia, querem ficar cada vez mais ricos e, para isso, emprestam dinheiro para jovens que se entregam à libertinagem. Deste modo, muitos homens são reduzidos à pobreza. Mas estes pobres, na condição de súditos, se voltam contra os governantes e, assim, cria-se uma guerra civil. Então, para Sócrates, a democracia se estabelece “… quando os pobres vencem, massacram alguns, mandam para o exílio outros e, com os restantes, dividem em condições de igualdade o governo…”.

    Ele diz também que a democracia dá muita liberdade às pessoas, mas que essa liberdade não é tão boa quanto parece, pois deixa-se de levar em conta os valores de que Sócrates e os outros discutiam até agora sobre a criação de um Estado.

    Sobre o caráter do homem democrático, Sócrates diz que este vive satisfazendo o primeiro desejo que aparece, sem distinguir os desejos honestos dos desejos maus; assim, o homem democrático chama de educação a insolência, de liberdade a anarquia, de magnificência a libertinagem, e a coragem de impudicícia.

    Por fim, falam acerca da tirania, o último tipo de governo discutido por eles. A tirania surge, segundo Sócrates, da degeneração da democracia, da extrema liberdade experimentada na democracia e do apreço que o povo dá a esta liberdade.

    Ele diz que, na democracia, a tirania surge quando o povo, crendo que alguns ricos pretendem criar uma oligarquia, passa a defender um homem chamado de “protetor do povo”. Um chefe da cidade, vendo a submissão do povo para com este protetor, defende-o e, assim, se volta contra os ricos. Os súditos procuram criar uma ocasião para matar este chefe, mas ele, se permanece vivo e livre, pede ao povo uma escolta especial para o “protetor do povo”. Assim, este chefe rico, que poderia ser antipático, ganha o povo ao proteger o seu “protetor”, e, eliminando muitos adversários, acaba por se tornar um novo tirano deste Estado. Quando chega ao poder, este tirano começa seu governo tratando bem ao povo e a seus partidários, perdoando dívidas e distribuindo terras. Mas, para permanecer no poder, ele acaba por eliminar alguns inimigos, homens de espírito livre e até os seus amigos.

    Sócrates critica os poetas trágicos por elogiarem a tirania, e diz que quanto mais superior é o governo de uma cidade, menos prestígio terão estes poetas. No final do Livro VIII, Sócrates diz que este tirano maltrataria até o próprio pai para se manter no poder.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

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  • Resumo do Livro VII de “A República” de Platão

    12 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    No início do Livro VII, Sócrates fala sobre a cultura e a falta dela, pedindo a Glauco que imagine a seguinte situação: pense em homens presos numa caverna, acorrentados, desde a infância, pelo pescoço e pelas pernas, de modo que fiquem imóveis e que apenas possam olhar para frente. Essa caverna possui uma abertura que ilumina toda a parede maior e uma chama localizada por detrás e acima dos homens. Entre a chama e os homens há um muro por onde passam sobre esse muro pessoas carregando todo tipo de objetos. Algumas, dentre essas pessoas que passam, falam, enquanto outras ficam caladas. Deste modo, estes prisioneiros poderiam ver apenas as sombras das pessoas e objetos que passam pelo muro, e, assim, achavam que as falas que vinham de fora eram das sombras das pessoas que passavam pela parede. Sócrates conclui, a partir desta situação imaginária, conhecida como alegoria ou mito da caverna, que os homens aprisionados acreditariam que a realidade são as sombras que passam pela parede da caverna. Agora suponha que um desses homens é libertado e colocado para fora da caverna: ele ficaria atordoado com toda a iluminação e, só após um certo tempo, conseguiria ver os objetos em sua realidade. Vendo as coisas como elas são na realidade, este homem voltaria para a caverna para libertar os outros prisioneiros, mas esses o matariam se ele o fizesse. Sócrates compara a libertação do prisioneiro e sua saída da caverna à elevação da alma ao mundo inteligível.

    Na continuação do Livro VII, Sócrates afirma a existência de uma faculdade da alma que é responsável pela contemplação dos objetos inteligíveis, como a própria ideia do bem, da justiça etc. Ele diz que no Estado, por ele idealizado, os homens de melhor caráter – os homens de caráter filosófico – deveriam ser dedicar à contemplação do bem para, após esse momento, dedicarem-se ao governo.

    Mais adiante, Sócrates fala da importância da aritmética e do cálculo para a educação dos futuros guerreiros e governantes, dizendo que ela seria importante para o desenvolvimento intelectual, para as táticas de guerra e para o desenvolvimento da alma em busca das verdades imutáveis do mundo das ideias. Ele também inclui no estudo dos governantes a geometria, a astronomia e a dialética, que é a ciência principal para Sócrates, pois é a única que pode levar o homem ao conhecimento dos seres inteligíveis.

    No final do Livro VII, ele fala novamente sobre o tema da educação, debatendo com Glauco sobre quais homens devem se dedicar ao estudo dos futuros governantes, além de discorrer sobre como a educação deve ser implementada no Estado.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

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  • Resumo do Livro VI de “A República” de Platão

    7 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    Sócrates e Glauco iniciam o Livro VI abordando o tema de quem deveria governar os Estados, os filósofos (os que deveriam governar na opinião de Sócrates) ou aqueles que não conseguem contemplar a verdade.

    Eles também caracterizam a natureza do filósofo: “… dotado naturalmente de memória, de vontade de aprender, de generosidade, de elegância …”, possuindo uma “… afinidade íntima com a verdade, com a justiça, com a coragem e com a temperança …”. Ele também diz a Adimanto que quer esclarecer o porquê de a maioria dos filósofos serem desonestos. Sócrates decide então investigar a questão de qual o motivo que leva muitos indivíduos com natureza filosófica a se corromperem e restarem apenas alguns poucos – os que se tornam inúteis – com a natureza preservada. Com a ajuda de Adimanto, ele verifica que as naturezas filosóficas, quando semeadas em bons terrenos, se desenvolvem e atingem o ápice da virtude. No entanto, se forem semeadas em terreno inadequado – como em contato com a educação dos sofistas –, terão resultado negativo.

    Ele dá exemplos de pessoas que se lançam à filosofia, mas sem sucesso, bem como fala sobre as circunstâncias que levam uma pessoa a se desenvolver nela. Também fala que os indivíduos com natureza filosófica deveriam se dedicar a ela de acordo com a sua idade, e não a tomar apenas como passatempo.

    Na continuação do Livro VI, Sócrates e Adimanto dizem que são poucos os indivíduos que ficam furiosos com as pessoas que não têm inveja e não ficam furiosos com quem não tem inveja e é meigo. Eles também falam que os filósofos podem se tornar sujeitos ordenados e divinos se em contato com a essência das coisas. Com isso, eles seriam as pessoas adequadas a governar um Estado projetado sob um modelo divino. A partir deste argumento, seria possível convencer o povo e opositores de que o filósofo seria o único capaz de melhorar a situação do Estado e dos cidadãos. Sobre a educação dos governantes, Sócrates diz que esta deve ser baseada tanto nos estudos intelectuais quanto na ginástica. No final do Livro VI, Sócrates e Glauco falam sobre a natureza da ideia do bem e sobre o fato de que a razão do homem, através da ideia do bem, pode alcançar o conhecimento das coisas inteligíveis.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

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  • Resumo do Livro V da obra “A República” de Platão

    7 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    Sócrates iria continuar seu discurso sobre as formas de governo, mas foi interrompido por Polemarco e Adimanto. Estes dois queriam que Sócrates discursasse sobre as mulheres e as crianças. Com certa relutância, Sócrates aceita discorrer sobre este assunto, dialogando com Glauco. Sobre as mulheres, Sócrates afirma que elas também poderiam exercer a função de defensoras, médicas ou qualquer outra função, dada a natureza particular de cada mulher, e que a educação das mulheres deveria ser igual à dos homens, com música e ginástica.

    Com relação à questão da procriação no Estado, Sócrates diz que as mulheres defensoras e os filhos delas deviam ser comuns aos defensores; também afirma que os homens deverão procriar para o Estado dos trinta aos cinquenta e cinco anos de idade e as mulheres dos vinte aos quarenta anos de idade. Estas regras e mais algumas outras sobre procriação deveriam ser transformadas em leis no Estado.

    Para alcançar a concórdia no Estado, Sócrates diz que este deveria se assemelhar a um indivíduo: quando uma parte do corpo está dolorida, todo o corpo a sente; quando há a cura da parte ferida, há alegria da parte de todo o corpo por isso. Logo, quando um único indivíduo no Estado não está bem, todo o Estado deve ficar mal junto a ele.

    Sócrates e Glauco afirmam também que a principal causa para a união entre si da população é a lei da comunhão entre mulheres e filhos por parte dos defensores. Eles também falam das inúmeras vantagens para o Estado do fato de os defensores não possuírem posses.

    Na continuação do Livro V, os mesmos dois personagens discutem sobre como os guerreiros devem combater na guerra, sobre prestar honras aos experientes ou a jovens guerreiros, ou a quaisquer outros cidadãos.

    Discutem também sobre a guerra entre gregos e bárbaros e discórdias internas entre gregos e gregos.

    Por fim, falam sobre a possibilidade de haver um Estado igual ao que foi descrito por eles. Com relação a isso, Sócrates afirma que não se poderá chegar à identidade entre suas palavras e a realidade, mas que ele ficaria contente com um Estado que se aproximasse do que foi discutido. Sobre quem deveria governar o Estado, Sócrates afirma que deveria ser o filósofo, aquele que é capaz de conhecer o ser puro e imutável de todas as coisas, diferentemente de outras pessoas, que são capazes de obter apenas um conhecimento intermediário entre o ser cognoscível e o não-ser incognoscível, conhecimento este que Sócrates dá o nome de opinião.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

    Clique aqui para ler o resumo do Livro VI da obra “A República” de Platão

    Não há comentários em Resumo do Livro V da obra “A República” de Platão
  • Resumo do Livro IV da obra “A República” de Platão

    6 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    No Livro IV, Adimanto toma a palavra e questiona Sócrates sobre o modo de vida que ele desenvolve para os defensores. Sócrates afirma que, para que o Estado prospere e que todos os indivíduos sejam felizes, é necessário que os guerreiros não possuam posses e recebam apenas o alimento como salário.

    Após isso, Sócrates e Adimanto discutem sobre estratégias para manter o Estado em boas condições, como longe da pobreza e da riqueza, porque “… uma é causa de moleza, de preguiça e de amor pelas novidades, enquanto a outra gera esse mesmo interesse pelas novidades, além de engendrar a mesquinhez e a inclinação a trabalhar mal.”

    Também falam sobre regras que os defensores deveriam seguir para o bom governo do Estado, além da grande prescrição para o Estado: a cultura e a educação. Eles discutem sobre a necessidade de se proteger a ginástica e a música de qualquer inovação contra a ordem estabelecida, e falam sobre regras que não deveriam ser transformadas em leis. Sócrates também fala sobre as leis que se referem à construção de templos, aos sacrifícios, ao culto dos deuses, dos gênios e heróis etc.

    Na continuação do Livro IV, Glauco ajuda Sócrates a definir as quatro virtudes elencadas por Sócrates como existentes no Estado: sabedoria, coragem, temperança e justiça.

    Com relação à virtude da justiça, Sócrates passa a buscá-la primeiramente no Estado. Sócrates define a justiça no Estado como a divisão das funções dela entre os mercadores, artesãos e defensores, sendo que cada uma das três classes cumpra tão somente a sua própria função. Mas, para concluir esta busca, ele decide procurar a virtude da justiça, antes, num indivíduo particular. No indivíduo, Sócrates diz que no homem existem três faculdades: a das atividades intelectuais, a faculdade na qual experimentamos emoções e a terceira, mediante a qual sentimos necessidade de alimentos, da procriação e de prazeres afins. Ele também fala que o indivíduo é justo, da mesma forma que o Estado quando as três faculdades do homem cumprem sua função e quando elas três estão harmonizadas entre si. O Estado também possui estas três faculdades, divididas entre os assalariados, os defensores e os governantes, cada uma dessas classes exercendo uma função. Sócrates e Glauco finalizam a investigação sobre a justiça no indivíduo com estas definições.

    O Livro IV termina com estes dois personagens afirmando que ter bons hábitos e ser justo é conveniente ao invés de agir mal e ser injusto, e falam sobre formas de governo e formas da alma.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

    Clique aqui para ler o resumo do Livro V da obra “A República” de Platão

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  • Resumo do Livro III da obra “A República” de Platão

    4 de maio de 2023
    Filosofia Antiga

    No Livro III, Sócrates e Adimanto continuam a discutir que tipo de poesia e quais versos devem ser contados ou ocultados aos defensores. Os dois concordam com a ideia de que os defensores devem ser corajosos, portanto, eles não devem temer a morte e, além disso, devem preferir a morte mais do que a derrota e a escravidão. Versos que difamem o Hades, eis um exemplo de versos que devem ser proibidos aos ouvidos dos guerreiros. Os versos que cultivam a temperança devem ser contados aos jovens ao passo que versos que falem mal dos deuses e heróis devem ser proibidos.

    Mais adiante, Sócrates e Adimanto discutem sobre qual estilo de discurso deve ser utilizado pelos poetas: o discurso narrativo, o imitativo ou um estilo misto dos dois. Sem concluir este tema, eles avançam no diálogo para discutir quais ações ou atividades os guerreiros devem ser capazes de imitar. Para eles, os guerreiros devem desempenhar apenas a atividade de defesa do Estado, imitando apenas as qualidades exigidas deles desde criança: a temperança, a santidade, a coragem, a generosidade etc.

    Quanto aos oradores e poetas, estes deveriam ser capazes de imitar apenas o homem honesto.

    Definidos os versos permitidos na pólis, Sócrates passa a discutir com Glauco sobre os ritmos e as harmonias que serão aceitas por eles no Estado para a educação dos defensores. Harmonias que imitem o que convêm a um homem corajoso, empenhado em uma ação de guerra, e harmonias que imitem um homem numa ação de paz por livre escolha. Isto é, as harmonias dóricas e as frígias, estas deveriam permanecer no Estado. Com relação aos ritmos, seria necessário examinar quais seriam os ritmos adequados a se adaptar a uma vida bem regrada e corajosa. Mas, sobre este exame, Sócrates e Glauco deixam para Damon lhes explicar num outro momento.

    Para a educação dos defensores e dos jovens em geral, então, os dois defendem que é decisiva a educação musical, pois ela torna o homem belo e honesto. Os defensores precisarão praticar ginástica também, mas uma que seja simples, moderada, que prepare para a guerra.

    Mais adiante, Sócrates e Glauco discutem sobre quais médicos e juízes deveriam ser aceitos no Estado, além de debaterem mais um pouco sobre a questão da música e da ginástica.

    Por fim, os dois debatedores discutem acerca do modo como devem ser escolhidos os governantes, defensores, artesãos e agricultores do Estado. Para esta importante tarefa, Sócrates afirma que seria necessário infundir na educação dos cidadãos uma mentira de origem fenícia que diz, em resumo, que na formação dos governantes foi misturado um pouco de ouro; na formação dos guerreiros foi misturado um pouco de prata; e, na formação dos artesãos e agricultores, foi misturado um pouco de ferro e de bronze.

    Sócrates e Glauco finalizam o Livro III discutindo acerca de como deveria ser o modo de vida dos defensores.

    A República, Filosofia Antiga, Platão

    Clique aqui para ler o resumo do Livro IV da obra “A República” de Platão

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