Resumo do Livro IX da obra “A República” de Platão

Sócrates inicia o Livro IX falando acerca dos desejos das pessoas “desnecessários” e “ilegítimos”. Ele diz que estes desejos podem ser reprimidos e, assim, serem minimizados ou até mesmo desaparecer por completo nas pessoas.

Mais adiante, ele e Adimanto falam acerca do perfil do jovem tirânico. Este jovem teve um pai econômico, que não gastava dinheiro com desejos supérfluos. O jovem tirânico apreciava todo tipo de prazer de forma desregrada. Se este jovem se torna pai, o filho acaba levando uma vida desregrada com relação aos prazeres, como ele. Levado por más pessoas a valorizar desejos ociosos e dispendiosos, o filho acaba tornando-se beberrão, apaixonado e louco. Este é o caráter do homem tirânico para Sócrates. Sobre a vida do jovem tirânico, Sócrates diz que este jovem vive satisfazendo seus desejos, que são insaciáveis. Se preciso, ele comete furtos para se satisfazer; chega ao ponto se roubar seus próprios pais se preciso.

Já conversando com Glauco, Sócrates diz que o melhor Estado é o monárquico e o pior é o tirânico. Ele também diz que o governo tirânico e o homem tirânico, quando no governo, são os mais infelizes. Sócrates estabelece também uma escala de felicidade dentre os tipos de homens por ele apresentado: o mais feliz sendo o homem monárquico, seguido pelo homem timocrático, o oligárquico, o homem democrático e, por fim, o homem tirânico, que é o mais infeliz.

Ele também estabelece uma divisão entre os tipos de alma e os seus respectivos prazeres específicos. A primeira parte da alma é a parte que aprende. Os homens que são dominados por esta parte da alma são chamados por Sócrates de amantes da sabedoria. A segunda parte da alma é aquela pela qual o homem prova emoções. Estes são denominados por Sócrates de amantes do sucesso. A terceira parte da alma eles chamavam de “parte concupiscível”. Os homens dominados por esta parte da alma são chamados por ele de amantes do lucro. Sócrates diz que cada homem prefere o estilo de vida que satisfaz os desejos de seu tipo de alma.

Ele também classifica qualitativamente cada um dos três gêneros de vida mencionados: em primeiro lugar o tipo de vida do filósofo (amantes da sabedoria); em segundo lugar os amantes do sucesso; e, por fim, os amantes do lucro.

A partir de uma demonstração, Sócrates diz que o homem monárquico, ou aristocrático, é o mais feliz, porque este busca os prazeres mais verdadeiros e próprios ao homem, que são os prazeres indicados pelo intelecto. Já o homem mais infeliz é o homem tirânico, porque vive satisfazendo desejos distantes da filosofia e da razão.

Ele e Glauco terminam o livro IX dizendo que o homem que exalta a justiça está na verdade, enquanto o homem que exalta a injustiça está no falso, e falam também sobre o comportamento do homem justo.

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