Resumo indicativo da obra “A República” de Platão – Livro I

Esta é a mais importante obra de Platão. O principal personagem do diálogo “A República” é Sócrates. Nesta obra, a partir de diálogos entre Sócrates e outros personagens, Platão discute, principalmente, a questão da Justiça e de um modelo ideal de governo. A obra foi dividida em dez livros. Neste post, temos o resumo do Livro I.

Referência Bibliográfica: PLATÃO. A República. Tradução de Ciro Mioranza. São Paulo: Lafonte, 2017.

Livro I

Após orar à deusa e ver o espetáculo que ocorreu em uma festa, Sócrates vai à casa de Polemarco, filho de Céfalo. Dando início ao debate entre os presentes, Sócrates e Céfalo discutem acerca da velhice e das vantagens de se possuir riquezas.

Num dado momento da conversa, Sócrates diz a Céfalo que não se poderia definir a justiça como o fato de ser sincero e de restituir o que se tomou emprestado de uma pessoa. Polemarco responde o contrário, dizendo que poderia ser dada essa definição à justiça se Simonides merecesse crédito. Daí em diante, o debate ocorre entre Sócrates e Polemarco, que investigam qual deveria ser a correta definição da justiça. Os dois iniciam concordando com a frase de Simonides, que diz que “é necessário restituir a cada um o que é seu”, mas, após uma minuciosa discussão dessa afirmação, Sócrates e Polemarco concluem que à justiça deveria ser dada outra definição.

Na continuação do Livro I, Trasímaco entra em cena e começa a debater com Sócrates sobre o tema abordado por ele e Polemarco, acerca da justiça e o que é justo. Neste momento, Trasímaco traz a ideia de que a justiça é “o interesse do mais forte” e Sócrates decide discutir esta nova ideia também. Para discuti-la, menciona a ideia de que toda arte não serve a si própria ou a quem a executa, mas serve ao objeto ao qual ela é aplicada ou ao indivíduo que está numa posição de subordinação a essa arte. Por exemplo, a medicina é uma arte que não serve a si mesma, mas ao corpo humano, e não serve ao médico, que é o artista, mas ao paciente, que é o subordinado na relação médico-paciente. Como outro exemplo, temos a arte da navegação, que não serve a si mesma, mas aos navios, e não serve ao comandante dos marinheiros, mas aos marinheiros. Sócrates conclui, com isso, que toda arte visa o interesse do mais fraco e não do mais forte. Ele utiliza o exemplo do governante que não governa para si próprio, mas para os súditos, que são os mais fracos na relação governante-súditos.

Ainda sobre a justiça, Sócrates e Trasímaco questionam se é mais vantajoso para o homem ser justo ou injusto. Antes de responder a essa pergunta, Sócrates conversa com Glauco dizendo que, se o Estado fosse composto de homens honestos, haveria uma corrida para não governar, mas, ao invés disso, os honestos buscam o governo com medo de que os desonestos governem. Sobre a questão da vantagem de ser justo ou injusto, Sócrates afirma que a virtude da alma é dirigir bem a vida, logo, dirigi-la com justiça. A partir desta afirmação, ele convence Trasímaco que o homem justo é feliz e o homem injusto é infeliz, concluindo que é mais vantajoso ser justo do que injusto. Sócrates termina o Livro I dizendo que não conseguiu descobrir o que viria a ser a justiça.

Clique aqui para ler o resumo do Livro II da obra

Deixe um comentário